|
|
|
Profissionais
|
| Texto apresentado na oficina
de atividade física do XII Congresso Brasileiro de Geriatria
e Gerontologia. I Encontro Brasil-França de Geriatria. |
|
Brasília, 21 a 24 de junho de 2000.
|
|
Após estes 4 dias de congresso, sinto-me a vontade para
falar um pouco sobre subjetividade.
|
|
Acredito que a pesquisa na área do envelhecimento humano,
tem muito a ver com o que de próprio se procura neste
universo.
|
|
Tenho pensado muito nos motivos e inquietações que me
levam a trabalhar com este tipo de população.
|
|
Ainda não tenho respostas para estes questionamentos.
Apenas transito entre este universo de conhecimentos tão
complexos e plurais que permeiam o desenvolvimento humano
em seu estágio mais avançado.
|
|
A atividade física, tem sido citada exaustivamente neste
congresso, sendo-lhe atribuído lugar de destaque com relação
as suas contribuições para a manutenção e melhoria das
capacidades biológicas, psicológicas e sociais de indivíduos
na terceira idade.
|
|
Pergunto aos senhores, qual o entendimento que temos
com relação a atividade física?
|
|
A que atividade física se referem os profissionais da
saúde, quando orientam à prática de exercícios físicos?
|
|
De acordo com Faria Júnior (1997), historicamente, a
Educação Física sempre esteve ligada a saúde, nos discursos
profissionais, científicos e oficiais.
|
|
Com relação à legislação brasileira, no ano de 1994,
foi sancionada a Lei nº 8.842, que dispõem sobre a Política
Nacional do Idoso, onde se incluem menções "ao incentivo
e à criação de programas de lazer, esporte e atividades
físicas que proporcionem a melhoria da qualidade de vida
do idoso e estimulem sua participação na comunidade".
|
|
Vários tem sido os estudos na área da educação física
e medicina desportiva, que destacam os benefícios da prática
de atividade física para o organismo humano. Preocupa-me
porém, a prescrição pura e simples da A.F. sem
a indicação de programas adequados para atender indivíduos
na terceira idade.
|
|
Acredito que uma das maiores contribuições da educação
física com relação a estes estudos, é o destaque ao processo
pedagógico, que deve permear os planejamentos de atividades
físicas para idosos.
|
|
A A.F. atingirá os objetivos a que se propõe, se for
regular, sistemática e com orientação profissional especializada.
|
|
A prática esporádica, irregular e sem orientação adequada,
pode ser fator desencadeador de problemas de toda ordem.
|
|
Isto significa dizer, que se a A.F. não for regular,
sistemática e bem orientada, é melhor não fazer.
|
|
E isto vale para qualquer faixa etária, chamamos mais
atenção para o trabalho com idosos.
|
|
Faço este alerta, por acreditar, que participar de um
programa de atividades físicas envolve uma série de decisões
de ordem pessoal, que desencadeia o processo de aceitação
e adaptação a A.F.
|
|
Ao longo dos anos vamos construindo nossa forma física
de estar no mundo, uma forma física de relacionar-mos
uns com os outros, uma forma física de existir e de transitar
pela vida.
|
|
Fazer atividade física, significa: olhar-se mais, perceber-se
mais, sentir-se mais, expor-se mais, etc.
|
|
A prática de atividade física, proporciona ao indivíduo
um reencontro com sua corporeidade, e a possibilidade
de voltar a amarrar o cordão do sapato, cortar unhas,
pentear o cabelo, sair de casa, pegar um ônibus, conhecer
novas pessoas, fazer amigos, etc.
|
|
Incorporar o movimento físico a sua vida, significa dar
novos rumos a sua existência, significa em outras palavras,
passar a cuidar mais de si mesmo.
|
| No meu entender, restou à educação física
o melhor lado desta história. |
|
A vantagem de trabalhar com a possibilidade de resgate
da vida. E esta particularidade tão própria da educação
física, nos reporta a condição intrínseca do ser humano:
a vida e suas pulsações.
|
|
Tem uma música do Carlinhos Brow, que a Marisa Monte
gravou que diz assim:
|
|
" Não me ensina a morrer que eu não
quero".
|
|
A educação física através da prática de atividades físicas
que consideram o indivíduo como um ser em suas dimensões
bio-psico-social, ensinam a pessoa humana a viver. Mesmo
que estas contribuições de ordem subjetivas, em sua maioria
não possam ser mensuradas e quantificadas.
|
|
Autora: Profa.
Marisete Peralta Safons FEF-UnB
|
|
|
Envie sua
opinião sobre o artigo.
|
| |
| |